Há mais de vinte anos que não tenho paciência com as literaturas de auto-ajuda, todas dizem que a felicidade está dento da gente e que o nosso maior erro é buscá-la do lado de fora.
Então fiz um mergulho interior, procurei, procurei, espalhei iscas para ver se ela aparecia, abri e fechei as válvulas do coração olhei pela escotilha do esôfago e nada.
Vasculhei cada canto do meu ser, gritei por seu nome, tudo em vão, então, exausto assentei recostado à parede do intestino e me "ferrei no sono," ali adormecido tive um sonho maravilhoso em que a felicidade e eu, no escurinho de um ambiente romântico e aquecido, enamorados flutuávamos numa substância cremosa por um longo e sinuoso túnel, nos divertíamos muito em nosso passeio naquela estranha e invertida montanha russa.
Acordei na "merda", sendo expulso da casa da felicidade, para o mundo externo, aonde, segundo os livros ela não pode ser encontrada...

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