Escritores têm altos e baixos,
são bons quando equilibram mais tempo em cima do trapézio.
Os que ficam na primeira
metade, geralmente não despertam atenção, assim poucos são lidos.
Via de regra, toda obra literária tem
pequenos e curtos passos de genialidade e um largo percurso de leitura comum.
A maior parte da caminhada é para o leitor
fidelizar com o estilo, aprimorar na leitura e manter a expectativa de alguns
pontos geniais ao longo da grande costura.
Por outro lado, há no tecido da escrita,
remendos que só servem para tapar buracos e preencher o tempo dos leitores,
mais pouco lhes acrescem.
Tenho lido uma consagrada poetiza, gosto
da forma como ela escreve, acho-a inspiradora, todavia noto que há mais
operação tapa buraco do que asfalto liso em sua obra.
Ela já subiu o degrau da fama, e com muito
louvor passou pelo estreito funil do brilho literário, é reconhecida pelo
talento e grandeza poética.
Essa grande e notável escritora, cuja obra
faz moradia na galeria dos mais lidos e que ao meu sentir também deixa escapar
buracos na pista, me encoraja a também buscar um lugar ao pódio.

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