As coisas não mudam significativamente todo dia a qualquer hora.
Não porque avançamos ou recuamos o relógio coletivamente.
As coisas mudam quando você muda, ainda assim, nem tudo muda.
Já numa perspectiva mais relativizada, tudo muda o tempo todo no mundo.
É na cadência e ritmo dos movimentos da terra que todos nós mudamos.
A translação e rotação só não mudam o coração, este tem o seu próprio porto de embarque e desembarque.
Nem sempre você mora onde fisicamente está, o espirito é que lhe impõe o endereço universal.
Embalados pelo giro da bola azul celeste, vamos de um ponto a outro sem sairmos do lugar.
No mesmo e preciso canto de conforto e comodidade se vive mornamente as desilusões.
Em certa medida somos todos nômades viajantes, vagando por ai.
Nessa travessia, o horário de verão é incapaz do nosso curso desviar.

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