A minha poesia de hoje é o relativo silêncio.
Calado costumo ser mais profundo e incisivo.
Sem gritos e sem palavras de ordem protesto melhor.
Quase invisível, consigo aproximar mais das pessoas.
Sem ruídos, chego mais perto e as surpreendo desarmadas.
Não é um silêncio de guerra e muito menos de indiferença.
Hoje a maquiagem é de invisibilidade social, minha e de tantos outros.
Para tocar o ponto, promover salutar incômodo e chamar mais atenção:
Uma bandeira do brasil e outra branca, sobrepostas na direita mão.
No rosto, o desconforto de um enorme e saliente nariz de palhaço.
Enquanto o título de eleitor, mal utilizado, segue preso noutra mão.
É esperança em fuga, que, assim como esperma de cão no cio, infértil escorre pelo chão de uma pátria de "patriotas" estéreos.

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