Aprecio vinhos, mas não sou
ortodoxo com as convenções enólogas.
Ao comprar, observo a uva, a região
onde é cultivada e vinícola da produção.
Estando no campo, o meu objeto de
desejo é o vinho e um pedaço de queijo e pronto.
Taças e demais adereços não
comparecem ao rito, carrego uma caneca de folha de zinco para tais
ocasiões.
Nesses ambientes mais rústicos, na
assepsia da caneca, uso a mesma técnica do padre, limpo com um pedaço de pano,
uma folha de candeia ou até mesmo na barra da camisa.
Sóbrio como um pároco e
diplomático como um vampiro dou preferência aos tintos, eles
são mais emblemáticos, melhor combinam com o meu sangue não azul de
vassalo.
Quanto a harmonização e equilibro,
o vinho combina com tudo, até com ele mesmo, menos com o bafômetro é claro e é
tinto...

Nenhum comentário:
Postar um comentário