Para quem trabalho?
Para mim mesmo, obviamente.
Também laboro para o povo do meu ambiente.
Ocupação na medida dá sentido a vida da gente.
Com excesso, deixa-nos demente.
Felicidade plena alimenta o corpo e eleva a mente.
Trabalho é passagem obrigatória para lá chegarmos.
Hoje faço um recorte nos destinatários deste
servil.
Trabalho para o jatobazeiro frondoso do vizinho.
Majestoso, ele se poda e se esfolia todos os dias.
Dispersa folhas e pontas de galhos secos sobre a
pousada.
Assim é que me tornei o seu faxineiro oficial.
Todo trabalho tem a sua recompensa.
A contrapartida deste advém da ostentação.
Ele compõe um belo e maravilhoso quadro, uma obra
divina.
Eu acolho pessoas ele as encanta.
De dia recebe uma enormidade de pássaros, de canários ao
condor.
À noite se torna um pisca-pisca e se ilumina com os
vaga-lumes.
Há sempre uma nova exposição em curso, todas de singular
beleza.
Assim é que sou recompensado com luxo por cara limpeza.
Esse jatobazeiro me faz homem rico pela forma que
remunera.
Ele me aponta o caminho donde encontra-se a
felicidade.


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