Hoje é dia de folga nos poemas, o que é uma pena.
A dinâmica da vida continua inalterada e em mutável movimento.
O tempo não para e no seu ritmo a vida continua
produzindo poesia.
Um dia de folga, não quer dizer um dia sem poesia.
Todo dia é poético, nós, as antenas é que nem sempre
estamos aferidos para captação.
Essa noite o vento soprou garoa no receptor que entrou
em colapso.
Amanhã o vento voltará, resta saber se trará ou daqui
poesia levará.
Congelei o coração para entrar em processo de reparação
e atualização sensorial.
Uma biópsia indicará se nele há elementos estranhos
incapacitantes ã produção poética.
Às vezes o melhor a fazer é o
implante, um coração artificial, frio e racional ou de primata, livre e sem as amarras da razão?


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