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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Vento que leva é o mesmo que traz

Hoje é dia de folga nos poemas, o que é uma pena.
A dinâmica da vida continua inalterada e em mutável movimento. 
O tempo não para e no seu ritmo a vida continua produzindo poesia. 
Um dia de folga, não quer dizer um dia sem poesia. 
Todo dia é poético, nós, as antenas é que nem sempre estamos aferidos para captação. 
Essa noite o vento soprou garoa no receptor que entrou em colapso.
Amanhã  o vento voltará, resta saber se trará ou daqui poesia levará.
Congelei o coração para entrar em processo de reparação e atualização sensorial.
Uma biópsia indicará se nele há elementos estranhos incapacitantes ã produção poética.
Às vezes o melhor a fazer é o implante, um coração artificial, frio e racional ou de primata, livre e sem as amarras da razão?


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