
Na cachoeira do moinho têm belezas exuberantes.
É cascata que rola numa bela escadaria de pedra.
O poço negro, contrasta com o verde oliva da vegetação.
D'água, o fino sereno quebra na serra, sobe e junta-se a fumaça do "maluco beleza."
A névoa híbrida ornamenta e contorna a emblemática fábrica de fubá.
No poço de cima, peixinhos promovem as modernidades da podologia.
Com olhos esbugalhados, espiam e até beliscam as intimidades debaixo d'água.
Integrado ao ambiente, o moinho se impõe e invade os registros fotográficos.
Do empréstimo da água da cachoeira, produz a sua energia cinética.
Se apresenta e pousa para todos, mas a poucos revela sua intimidade.
Assim, quando alguns vão com o milho, outros voltam com o fubá.
Eu vi a dança quase obscena das pedras, os grãos penetrarem o ventre, a vibração ritmada e o clímax da ejaculação do amido por consequência.
Eu vi a dança quase obscena das pedras, os grãos penetrarem o ventre, a vibração ritmada e o clímax da ejaculação do amido por consequência.
Doutra relação vi suor, gemidos e o cheiro de arruda dum parto normal.
Desprevenida, a jovem mulher disfarça sua dor, com canja de galinha caipira, angu e ora-por-nóbis.
Enquanto pintinhos órfãos e famintos, ciscam e piam no terreiro...


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