Vejo
coisas estranhas, algumas me chamam atenção, umas assustam outras não.
Hoje vi
uma moça com elefantíase, era jovem, parecia normal até então.
Mais
amiúde olhei-a dos pés à cabeça, eram pés normais bem postados no chão.
Tinha
pernas longas, bem definidas, sem inchaços, corpo esculpido do tipo violão.
Parei no
seu olhar, olhos negros belos olhos, dois mensageiros de forte expressão.
Não
queria desviar daquele enigmático olhar, mas um ponto chamou-me a atenção.
As
orelhas, que orelhas, pareciam emprestadas de elefantes, não cabiam numa mão.
Há por ai
uma espécie nova de Dumbos, uma grande manada em voluntária mutação.
Se assim
tivesse nascido, seria anormal, para reconstituir só uma cirurgia de correção.
Mas eram
humanas como Deus nos concede, foi do esticador a tal da intervenção.
Orelhas
nos ajudam a escutar, ouve bem quem respeite da sua a original dimensão.
Vejo
coisas estranhas, algumas me chamam atenção, umas assustam outras não.


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