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Baseado no trabalho disponível em http://adelitobf.blogspot.com.br/.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

F O R M U L A

Passei as duas metades dessa noite  no subterrâneo laboratório dos experimentos da bem aventurança terrena e da consagração amorosa.
Estou testando um novo e revolucionário tipo de amor, em que o sentimento diferencie da até então clássica, porém ultrapassada forma de amar.
Por enquanto não posso adiantar muita coisa, o novo amor esta na forma e na mente fértil do idealizador, na lembrança participativa das cobaias, porém,  ainda não foi patenteado.
Falo baixo e sem alarde porque circulam livres e soltos por aí muitos ladrões do velho amor, não quero que o novo seja roubado antes do registro autoral.
Muito reservadamente posso adiantar apenas que os primeiros experimentos tem se mostrado grandemente promissores.
Teremos shows segmentados e pirotecnias de toda sorte quando do lançamento, algo que atenda ao exigente publico científico.
A estimativa é de que o novo amor se fará majoritário no mercado, já na primeira semana alcançará a totalidade dos amantes clandestinos.
Dentro de um ano, apenas uma meia dúzia de conservadores se manterão na decrépita e anacrônica  forma de amar.
Testes com ratos de laboratório, têm se mostrado bastante exitosos, ao provar do novo, repelem o velho, o que nos deixa bastante otimistas.
Orangotangos usados nos testes demonstraram comportamento de cavalheirismo, afeto acima da média e atitude amorosa para com camundongos que tomaram do mesmo extrato cataplasmático de cactos
O retardo do novo pode decorrer das ações postuladas por produtores de telenovelas, cinema pastelão, poetas, cantores e compositores do velho estilo, que propositadamente querem impedir o avanço da pesquisa.
Não vejo chances de que tais ações prosperem, conheço bem a corte maior e confio no instinto auto preservacionista dos onze cavaleiros negros. 
Os ratos de teste estão produzindo cinco vezes mais melanina e vinte vezes mais endorfina, e quando os ratos estão felizes, de tudo fazem para inalterar a supremacia do status quo. 
Entendo e concordo com o critico sobre uma crônica inacabada, todavia me valho do direito de permanecer calado, beberei do extrato da flor de cactos, para ver se concordo com essa critica...

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