Passei as duas metades dessa noite no subterrâneo laboratório
dos experimentos da bem aventurança terrena e da consagração amorosa.
Estou testando um novo e revolucionário tipo de amor, em que
o sentimento diferencie da até então clássica, porém ultrapassada forma de
amar.
Por enquanto não posso adiantar muita coisa, o novo amor
esta na forma e na mente fértil do idealizador, na lembrança participativa
das cobaias, porém, ainda não foi patenteado.
Falo baixo e sem alarde porque circulam livres e soltos por
aí muitos ladrões do velho amor, não quero que o novo seja roubado antes do
registro autoral.
Muito reservadamente posso adiantar apenas que os primeiros
experimentos tem se mostrado grandemente promissores.
Teremos shows segmentados e pirotecnias de toda sorte quando
do lançamento, algo que atenda ao exigente publico científico.
A estimativa é de que o novo amor se fará majoritário no
mercado, já na primeira semana alcançará a totalidade dos amantes clandestinos.
Dentro de um ano, apenas uma meia dúzia de conservadores se
manterão na decrépita e anacrônica forma de amar.
Testes com ratos de laboratório, têm se mostrado bastante
exitosos, ao provar do novo, repelem o velho, o que nos deixa bastante
otimistas.
Orangotangos usados nos testes demonstraram comportamento de
cavalheirismo, afeto acima da média e atitude amorosa para com camundongos que
tomaram do mesmo extrato cataplasmático de cactos.
O retardo do novo pode decorrer das ações postuladas por produtores de telenovelas, cinema pastelão, poetas, cantores e compositores do velho estilo, que propositadamente querem impedir o avanço da pesquisa.
O retardo do novo pode decorrer das ações postuladas por produtores de telenovelas, cinema pastelão, poetas, cantores e compositores do velho estilo, que propositadamente querem impedir o avanço da pesquisa.
Não vejo chances de que tais ações prosperem, conheço bem a
corte maior e confio no instinto auto preservacionista dos onze cavaleiros
negros.
Os ratos de teste estão produzindo cinco vezes mais melanina
e vinte vezes mais endorfina, e quando os ratos estão felizes, de tudo fazem
para inalterar a supremacia do status quo.
Entendo e concordo com o critico sobre uma crônica inacabada,
todavia me valho do direito de permanecer calado, beberei do extrato da flor de cactos, para ver se concordo com essa critica...

Nenhum comentário:
Postar um comentário