Seres perfeitos são autossuficientes.
Pressupõe que não necessitam de outrem.
Já os imperfeitos precisam de bons norteadores.
As falhas me perseguem, por isso mesmo,
sem a presença iluminada não decanto.
Logo eu que mais preciso de acolhimento
sou abandonado, por malgrados e faltas.
O paradoxo reside em dar as costas ao mudo que nada fala
para dialogar com o consagrado orador.
Não há mérito algum no ombro ou colo seletivo,
pois não passa de fomentador do egoísmos,
é como atirar o boi mais frágil às piranhas.
Onde está a virtude em oferendas de muletas
para quem com desembaraço maratona corre?

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