Quero ler mas não consigo, gostaria de escrever e a concentração esquiva.
Este livro não é de Adélito, é de Adélia. Ela o escreveu, porém teve um pingo da minha contribuição na pagina 464, essa mancha ai exposta é lagrima minha, e não há nada mais poético do que poesia borrada de lagrimas.
Um nó na garganta, um aperto no peito e uma lágrimas que saiu do coração passou pelos olhos, viajou pelo rosto, temperou os lábios, rolou ao queixo, de onde caiu e se integrou à poesia de Adélia.
Essa irrigação salobra também é poesia, só que de quem não consegue se expressar com arte. A minha arte é de arteiro, não de poeta.
Sou de intrínseca essência eremita, poucos entram no meu deserto privativo, por isso mesmo escrevo, não para fazer poema mas para mapear minha área obnubilada e quem sabe torná-la menos cinzenta e mais amistosa e acessível aos que arriscam nela penetrar.
Em mim não há vocação para beija flor, não meto o pico por ai indiscriminadamente só para sugar a docilidade alheia e fertilizar a fina flor.
Não beijo só por beijar, não sou colecionador disso, embora pudesse beijar até uma viúva negra e dar a vida por um único e especial beijo.



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