Sinto-me como um escravo a remar no porão de um navio negreiro, preso cativo, levando chibatadas, sendo atacado de todos os lados, em que a minha essência e vontade nada conta, me tornei um objeto cujo valor é proporcional ao que sou capaz de produzir e ou fazer em benefício de quem me tem a posse.
Desenvolvi a síndrome do boi gordo cujo valor reside no quantitativo do retorno mercantil possa dar.
Como não fui alcançado pela lei do ventre livre, o jeito é esperar serenamente por uma eventual carta de alforria, que, se vier pode também gerar inseguranças na medida em que não sei se sei ser nego livre...

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