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sábado, 21 de janeiro de 2017

Garimpo Embargado

No momento vivo o meu eu garimpeiro, tento insistentemente achar o que não guardei, pode ser até que nunca encontre, mas todo bom garimpeiro sempre segue adiante e continua a sua procura. Hoje é sábado e qualquer um que entenda minimamente de garimpo, sabe que sábado é dia de apurar e ver se o longo esforço empreendido será capaz de fazer o coração bater acelerado e a emoção tocar as estrelas.
De modo que é no sábado à tarde que as esperança se esvaem com as ultimas e seletivas peneiradas, primeiro bate-se a grossa, a mais cobiçada do minerador, é a rainha mãe, capaz de projetá-lo à nobreza, é o sim que vossa alteza dá ao pedido de casamento do súdito. Contudo, não foi agora, neste sábado a grossa só lançou pedras em abundante quantidade, capaz de intimidar o grande, Carlos Drummond de Andrade.
Na sequência bate se a peneira meiã, uma princesa feudal mediana, entretanto, quando vem traz grande alegria, o seu território não continental lhe limita os poderes, mas se for boa pode mudar a vida do garimpeiro, se ruim, muito pouco agrega, contudo, sem duvidas é melhor do que nada. Todavia nem boa, nem ruim fez visita neste sábado, nenhuma forma nem formosura, só pedra no meio do caminho.

Por fim, como derradeira esperança, vira-se a peneira fina, dela advém o alento de suprir as necessidades mais básicas, não habilita ninguém a frequentar a festa no palácio das ilusões, mas mesmo sendo incapaz de despertar grandes emoções, da certo prazer ao garimpeiro quando com ele flerta. Mas tá duro, tá osso e tá pedra, nem a dama de raquíticos poderes compareceu à banca, fazendo deste, um sábado de perda total.

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