No
momento vivo o meu eu garimpeiro, tento insistentemente achar o que não
guardei, pode ser até que nunca encontre, mas todo bom garimpeiro sempre segue
adiante e continua a sua procura. Hoje é sábado e qualquer um que entenda
minimamente de garimpo, sabe que sábado é dia de apurar e ver se o longo esforço
empreendido será capaz de fazer o coração bater acelerado e a emoção tocar as
estrelas.
De
modo que é no sábado à tarde que as esperança se esvaem com as ultimas e
seletivas peneiradas, primeiro bate-se a grossa, a mais cobiçada do minerador, é
a rainha mãe, capaz de projetá-lo à nobreza, é o sim que vossa alteza dá ao
pedido de casamento do súdito. Contudo, não foi agora, neste sábado a grossa só
lançou pedras em abundante quantidade, capaz de intimidar o grande, Carlos
Drummond de Andrade.
Na
sequência bate se a peneira meiã, uma princesa feudal mediana, entretanto,
quando vem traz grande alegria, o seu território não continental lhe limita os
poderes, mas se for boa pode mudar a vida do garimpeiro, se ruim, muito pouco
agrega, contudo, sem duvidas é melhor do que nada. Todavia nem boa, nem ruim
fez visita neste sábado, nenhuma forma nem formosura, só pedra no meio do
caminho.
Por
fim, como derradeira esperança, vira-se a peneira fina, dela advém o alento de
suprir as necessidades mais básicas, não habilita ninguém a frequentar a festa
no palácio das ilusões, mas mesmo sendo incapaz de despertar grandes emoções,
da certo prazer ao garimpeiro quando com ele flerta. Mas tá duro, tá osso e tá
pedra, nem a dama de raquíticos poderes compareceu à banca, fazendo deste, um sábado
de perda total.






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