Olho pra todo lado e o horizonte é
lindo
Espio dentro de mim e o horizonte,
nada
O entorno é todo vida e jorra
fertilidade
Intrínseco eu estéril deserto
puerpéril
Ao alto grasnam as gaivotas em
revoada
Aqui dento, grita um coração à frieza
humana
Ando por ai e sinto partículas de
veneno tocar o rosto
Lanço olhar interior e a cicuta opera
a sua fatalidade
No jardim a dama da noite é a que
mais cheira
Ao fundo escuro, ventas abertas
cheiram pó
Exalam cheiro da ceiva que jorra ao
ápice do amor
No alto a águia observa tudo até
centrar a caça
Como um avião de guerra dilacera a
presa
O cheiro agora é de sangue tenro e
fresco
E o fresco do meu coração também
sangra
Difícil sempre será, aceitar e compreender
Que o saciar de uns, é outros o morrer...





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