Mais um dia que se despede, saudades não deixa, mas para trás ainda fica o espolio de antagônicas emoções.
Os dias vão e vão, só vão nunca voltam, o seguinte será sempre um outro e novo dia.
E cada dia que passa, um é furtado, deixando um vazio na minha já minguada coleção.
São dias arrancados a forceps, sem anestesia e estranhamente sem resistência minha.
Tempo de pânico, me esforço para descartar, mas justamente estes insistem em martelar.
Dia sombrio e amargo que passa, esse passou por cima, atropelando-me a própria reputação.
Luta em vão, a cada partida, no horizonte sinto a parábola a me empurrar para o ponto zero da função.
A meta é lá chegar antes do entardecer pois o tempo não para, para que eu possa descer.
Com validade vencendo, descartado estou sendo, como aqui fui lá também o serei.
Ataques existem até preconceitos afloram, talvez eu esteja maluco, talvez todos o estejam.
Pode ser que eu precise de ajuda, quem sabe se a minha ajuda de ajuda precise também?

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