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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Liberdade


Há tanta coisa interessante espalhadas por aí, só precisamos ter bons sensores para percebê-las, senti-las, com elas interagir e trocar energias para recarga da bateria do bem viver.
Andando a pé pela cidade conseguimos ter um olhar mais abrangente e amiúde sobre tudo. De automóvel a visão é mais estreita e restrita aos prudentes cuidados com e no trânsito.
Hoje em uma das praças de Uberlândia me vi numa regressão histórica, em que o meu espírito serrou fileiras com os ativistas da revolução francesa, ao me deparar com o slogan: "Libertê, Egalitê, Fraternitê", essa trilogia humanista que ganhou domínio universal e hoje pertence a todas as pessoas sensatas do mundo.
Na tal praça o monumento arquitetônico é constituído de três figuras de concreto armado, representado simbólica e respectivamente, a igualdade, a fraternidade e a liberdade. Eu que vivo o cárcere da carcaça cujo espírito abriga, me dediquei especialmente ao símbolo da liberdade, até porque a inveja não se limitava só a liberdade de se morar na praça como aquela esfinge, mas no sonho de poder manter erguido o braço livremente e sem limitação dos movimentos, coisa que ainda não posso fazer, sem os recursos auxiliares da fisioterapia a quem estou recorrendo para retomar a postura para gestualmente expressar a liberdade, sem me preocupar com o cc nas axilas expostas, por bem entender a grandeza, abrangência e alcance de um gesto tão nobre e poderoso cuja império libertário há sempre que triunfar...

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