Sou quase um documentarista, não sirvo para roteirista de ficção.
Psicografo o que é ditado pelo pulsar frenético do coração.
Mas agora é preciso atender a demanda que vem embalada com candura.
Em busca da felicidade me mudei para o presente, passado e futuro só a passeio.
Embora o existir pregresso tenha sido de dores, estou rindo a toa.
O passado recente foi de grandes decepções mesmo assim agora rio.
O agora será de plenitude, quem sabe até chore de alegria.
O futuro já se descortina promissor, nele haverá correção dos desapontamentos.
A dor dará lugar ao prazer com a instalação do novo chip G10 do amor.
Tem promessa confirmada, exorcista das amargas decepções.
Sorrindo estou, feliz quem sabe, sigo de olhos vendados cantando no chuveiro.
Mesmo diante de ataques profanos ei de professar a fé e a pureza do amor.
Se condenado for, gargalharei diante da infame guilhotina.
E a cabeça sem corpo rola feliz como bola de boliche depois do strike...

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