Acho que sou meio estranho, as vezes falo que fui e não vou a lugar algum, já falei em sumir e aqui estou com endereço certo, mas sem nada dizer estou aos poucos me afastando. Discreto como sempre fui sigo em frente, de vez em quanto um correr de olhos pelo retrovisor. Distante, daqui a pouco não mais lembrado o serei e quanto mais longe do pensamento, menos alcance nos sentimentos. O sol se põe no horizonte nem brilho, nem calor, nem o belo resplendor, só escuridão e nem pisca um vaga-lume no final do túnel....

Textos de Adélito Barroso Faria está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://adelitobf.blogspot.com.br/.
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
Ciclo migratório
Passarinho voa e vai se aninhar em galhos de árvores biônicas de manejo.
O cicro migratório muda de acordo com as especies e condições climatéricas.
Aqui ainda pode ser o abrigo mutante da sua estação fértil.
Ha frutos proibidos e permitidos em todo o universo.
Se algum dia se se sentir solitário preso numa gaiola.
Não se acostume e nem cante simulando contentamento.
Voe de volta para o seu velho galho do serrado, ou para novos e mais abastados biomas...
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Comunicado
Depois de proveitosa reunião com o passado e com o futuro, deixei claro para ambos que o meu endereço é no momento presente, no aqui e agora.
Fui beneficiado com a progressão de regime e devo permanecer nesse endereço.
Portanto não me procurem no passado e nem no futuro se querem me encontrar, são bem vindos, mas tem que ser no aqui e agora, todos sabem onde e quando né?
Liberdade

Há tanta coisa interessante espalhadas por aí, só precisamos ter bons sensores para percebê-las, senti-las, com elas interagir e trocar energias para recarga da bateria do bem viver.
Andando a pé pela cidade conseguimos ter um olhar mais abrangente e amiúde sobre tudo. De automóvel a visão é mais estreita e restrita aos prudentes cuidados com e no trânsito.
Hoje em uma das praças de Uberlândia me vi numa regressão histórica, em que o meu espírito serrou fileiras com os ativistas da revolução francesa, ao me deparar com o slogan: "Libertê, Egalitê, Fraternitê", essa trilogia humanista que ganhou domínio universal e hoje pertence a todas as pessoas sensatas do mundo.
Na tal praça o monumento arquitetônico é constituído de três figuras de concreto armado, representado simbólica e respectivamente, a igualdade, a fraternidade e a liberdade. Eu que vivo o cárcere da carcaça cujo espírito abriga, me dediquei especialmente ao símbolo da liberdade, até porque a inveja não se limitava só a liberdade de se morar na praça como aquela esfinge, mas no sonho de poder manter erguido o braço livremente e sem limitação dos movimentos, coisa que ainda não posso fazer, sem os recursos auxiliares da fisioterapia a quem estou recorrendo para retomar a postura para gestualmente expressar a liberdade, sem me preocupar com o cc nas axilas expostas, por bem entender a grandeza, abrangência e alcance de um gesto tão nobre e poderoso cuja império libertário há sempre que triunfar...
Ou você muda, ou é mudado.
Pediram-me para escrever coisas alegres, na hora ri com descrição.
Sou quase um documentarista, não sirvo para roteirista de ficção.
Psicografo o que é ditado pelo pulsar frenético do coração.
Mas agora é preciso atender a demanda que vem embalada com candura.
Em busca da felicidade me mudei para o presente, passado e futuro só a passeio.
Embora o existir pregresso tenha sido de dores, estou rindo a toa.
O passado recente foi de grandes decepções mesmo assim agora rio.
O agora será de plenitude, quem sabe até chore de alegria.
O futuro já se descortina promissor, nele haverá correção dos desapontamentos.
A dor dará lugar ao prazer com a instalação do novo chip G10 do amor.
Tem promessa confirmada, exorcista das amargas decepções.
Sorrindo estou, feliz quem sabe, sigo de olhos vendados cantando no chuveiro.
Mesmo diante de ataques profanos ei de professar a fé e a pureza do amor.
Se condenado for, gargalharei diante da infame guilhotina.
E a cabeça sem corpo rola feliz como bola de boliche depois do strike...
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Psicografia d'alma.
Mais um dia que se despede, saudades não deixa, mas para trás ainda fica o espolio de antagônicas emoções.
Os dias vão e vão, só vão nunca voltam, o seguinte será sempre um outro e novo dia.
E cada dia que passa, um é furtado, deixando um vazio na minha já minguada coleção.
São dias arrancados a forceps, sem anestesia e estranhamente sem resistência minha.
Tempo de pânico, me esforço para descartar, mas justamente estes insistem em martelar.
Dia sombrio e amargo que passa, esse passou por cima, atropelando-me a própria reputação.
Luta em vão, a cada partida, no horizonte sinto a parábola a me empurrar para o ponto zero da função.
A meta é lá chegar antes do entardecer pois o tempo não para, para que eu possa descer.
Com validade vencendo, descartado estou sendo, como aqui fui lá também o serei.
Ataques existem até preconceitos afloram, talvez eu esteja maluco, talvez todos o estejam.
Pode ser que eu precise de ajuda, quem sabe se a minha ajuda de ajuda precise também?
terça-feira, 3 de setembro de 2019
SLACKLINE
Para se manter em equilíbrio nem sempre é necessário plantar com fanatismo e histeria os dois joelhos no chão.
Nas adversidades as vezes basta um leve, sutil e ligeiro toque com apenas um dos joelhos ao solo como fazem os pilotos de moto velocidade nas curvas do circuito.
Deus não é surdo, portanto não grite, e nem sádico para querer sofrimento e ou sacrifício físico seu.
AMPUTADO
Uma parte de mim é vítima, a outra algoz.
Metade de mim é aço a outra areia movediça.
Muito de mim apanha, só uma pequena parte reage.
Metade de mim é planície a outra metade montanha.
Um pouco de mim é razão, o restante paixão.
Metade de mim é desejo e a outra tanto faz.
Há em mim virilidade que abunda, mas também celibato que resmunga.
Metade de mim é sorriso a outra carranca.
Punhaladas recebi no peito, agora me veio pelas costas.
Um pedaço de mim é vida o restante anseia a função zero da parábola.
Sou assim, as vezes não, não sei se me entende.
Metade de mim é amor, a outra metade também.
Muito de mim apanha, só uma pequena parte reage.
Metade de mim é planície a outra metade montanha.
Um pouco de mim é razão, o restante paixão.
Metade de mim é desejo e a outra tanto faz.
Há em mim virilidade que abunda, mas também celibato que resmunga.
Metade de mim é sorriso a outra carranca.
Punhaladas recebi no peito, agora me veio pelas costas.
Um pedaço de mim é vida o restante anseia a função zero da parábola.
Sou assim, as vezes não, não sei se me entende.
Metade de mim é amor, a outra metade também.
domingo, 1 de setembro de 2019
OSSO
E lá se foi o agosto.
Saudades não tenho.
Que venha setembro.
Para corrigir o desgosto.
Que agosto deixou...
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