Chove e lá fora tudo
molha
Aqui dentro, só os olhos
A
sequidão me consome
Lá
as plantas ganham vida
Por
cá, é crescente a amargura
De uma
nostalgia que abunda
De
cima vem água graúda
Embaixo,
desliza pelo chão
Vem ácida e volta poluída
Vai
enxurro de um choro contido
Lava
e leva a poeira do meu ser
Enche
e turva rio cristalino
Assim
ninguém nada e nada vê
Pensamento moço navegante
Mergulha
nas reminiscências
Tudo
em volta silencia inerte
Seria um náufrago por querer?


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