Era ainda menino pequeno, um
franzininho porqueira.
Aquele farrapo de gente mal
nutrida, em cima de um cavalo inteiro, ofegante que cheirava a suor,
Em meio ao gado, que, esparramado
no terreiro do casarão antigo, ruminava vida besta.
Lá de fora se via, da sala de
assoalho à cozinha de terra batida, donde madrinha alquimia fazia.
No fogão de lenha, uma
carreira de panelas de ferro fumegantes e um bule esfumaçado na chapa, mais
pareciam trem na estação.
Na rede do alpendre tal qual gado, o velho também ruminava, vida besta de gente.
Um boi cheira a intimidade da
bezerra, vira a cara pro lado e ri.
Ali mesmo, sem cerimonias, da
mostras de que vai pastar.
Deixa o capim e a novilha cobre.
O cavalo desconsidera a
raça e a criança em cima si, entra no clima, e na vaca também sobe.
Não é madrugada, não carece
despertador ainda, mesmo assim ouve-se as três badaladas
do relógio da sala.
Ao longe um galo canta, aqui o
velho ronca, o cavalo rincha, o menino constrange, enquanto o boi ostenta
vistosos chifres...



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