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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Catarse

Não é, mas bem que poderia.
Bom seria uma unicidade dupla.
Bem minimalista, dois em um.
Uma mistura heterogênea de convergências múltiplas.
Dois corações que pulsam no impulso mas não se entrelaçam.
Almas siamesas, separadas nos detalhes dos entalhes.
Pensamentos que  buscam um ao outro mesmo quando vagantes.
Sentimentos navegantes que se encontram no meio do caminho, um indo e o outro vindo.
Que cruel acidente é esse que nos mutila e nos arremessa para longe?
Os meus sentidos não fazem sentido, se não lhe tem no radar.
Hoje só hoje, me realizaria estar com você:
Ver o seu rosto de olheiras, livre de corretores.
Para mim, lindeza  não se altera nem se corrige.
Sentir a pureza do seu cheiro, sem interferência de perfumes.
A sua essência aromática natural converte poderes cujo o frasco não faz.
Tocar a sua pele macia, sem o revestimento fashion dos trapilhos.
Ouvir o sussurro da voz, mas também entender o  silêncio d'alma.
Te submeter ao quinto sentido, pois sei o quão pode ser palatável.
Suas crenças herméticas não diverge do sonho acordado.
Esse seu olhar transmuta e revitaliza, conduz um decrépito ao renascimento.
Ainda que efêmero, tem um sorriso que eterniza e se faz perene.
Mesmo diante de toda evidência, a dúvida de quem duvida persiste. 
Por quê?

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