Vivo a parte de vida que ainda me resta
Em meu corpo silente existe alma falante
Já vivi a outra parte bem maior que esta
No homem sensato há coração apaixonado.
Toda literatura me expande
As poesias me excitam
Sou um pouco do que leio
E muito do que me recitam.
Antes eu vivia a neologia dos fragmentos
Hoje vivo a condensação do interstício
No mesmo dia choro, sorrio, me calo e grito
A vida amarga me empurra no precipício
Doce vida na candura de lá me tira.
Os dias me consomem
A ignorância também
As estações orientam
A sabedoria encanta.
No abismo me fortaleço
Na guerra ensaio
Em Milho Verde reinvento
Por ai eu saio, levanto e caio.
Se me perguntarem onde estou
A resposta é o que sou
Em algum lugar promissor
Nem aqui nem lá, mas lá e cá.

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