Quero dormir meia noite inteira.
Sem nada sonhar, só sono, puro sono e só.
Sem correr riscos, sonhos flertam com o travesso.
No adiantado da segunda metade da noite.
Dormindo ou acordado, há na noite hipocrisia, capricho e pudor.
A mesma da beata Perpétua, irmã de Tiêta, cria de Jorge Amado.
Um pudor que misture o sacro ao malicioso e obsceno.
Não com a ingenuidade dos animais que só copulam no cio.
Mas aquele com o pincel da arte voraz da volúpia humana.
De virilidade veterana com identidade e força motriz própria.
Em que a razão conta nos dedos períodos férteis para plantar.
Em que o prazer explode ao deposito da semente na cova irrigada.
No final, quando do picadeiro as tremulantes cortinas se fecham.
Os aplausos se misturam ao cheiro, suor e sêmen que ainda pinga...

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