tudo, pelo quão defeso é a vida.
Quando morrer, não hei de querer muitas coisas, só caprichos.
Nem de caixão preciso, ser velado com os olhos abertos
me basta.
Quero o gostinho de ver os covardes no covil, desviar o olhar do olhar meu.
Olhos que marcham em fuga
pois sabem do muito que deles sei
e até as perversões de outras vidas,
agora também me vêm.
Tenho os meus próprios pecados,
alguns prediletos e inconfessáveis,
a sorte e privilégio é morrer primeiro.
Não quero ser enterrado, o pouco apetite da terra para carne podre
não os pouparia do mal cheiro e presença inútil.
Quero ser cremado, e assim pagar os primeiros pecados, não com os olhos abertos, há de ser com eles fechados e tampão no nariz, não me apraz ver e sentir o cheiro ardente de carne queimada, temperada a base de flor, cravo e parafina.
me basta.
Quero o gostinho de ver os covardes no covil, desviar o olhar do olhar meu.
Olhos que marcham em fuga
pois sabem do muito que deles sei
e até as perversões de outras vidas,
agora também me vêm.
Tenho os meus próprios pecados,
alguns prediletos e inconfessáveis,
a sorte e privilégio é morrer primeiro.
Não quero ser enterrado, o pouco apetite da terra para carne podre
não os pouparia do mal cheiro e presença inútil.
Quero ser cremado, e assim pagar os primeiros pecados, não com os olhos abertos, há de ser com eles fechados e tampão no nariz, não me apraz ver e sentir o cheiro ardente de carne queimada, temperada a base de flor, cravo e parafina.
Assim, como mágica, ligeiramente queimar os pecados, e voltar ao pó dentro de uma caixa de sapato como nasci.

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