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terça-feira, 11 de junho de 2019

Véspera de 12/06.

Nessa madrugada abri os olhos e vi meia lua que pela sacada entrava. 
Ela estava na horizontal na altura dos olhos que comigo deitaram no quarto andar. 
A espiei até se enterrar pela metade no horizonte, porque ainda restando um quarto de lua viva virei na cama, enquanto os olhos protestavam querendo ver a finitude daquele astro agonizante.
Era lua ainda sem musculatura e forca romântica, sem o cavalo e o santo, na fase crescente, por isso sei que amanhã voltará ainda maior. 
Pouco depois do mergulho da lua emergiu o sol e a escuridão se afastou incomodada com a luz, como fazem tantos outros cujo brilho os repelem.
O astro rei ao nascer parecia gigante mais foi diminuindo e me deixando de cabeça quente na medida em que subia. 
A chuva não tem agenda rígida, às vezes vem, às vezes não, hoje não apareceu, pelo menos não por aqui na Rua São Paulo. 
Eu vejo a lua, sinto o sol, a chuva, o amor e a dor, compreendo os fenômenos naturais e os seus efeitos no planeta, só estranho a mim mesmo, sinto os outros mas não a mim, talvez seja eu apenas um vulto borrado nas bordas do universo... 

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