Eu que já era introspectivo, agora depois de haver sido virado aos avessos por uma avalanche de sentimentos traumáticos e separatistas, tendentes a mudar o curso das práticas cotidianas, me comporto como um zumbi canibal que quer se alimentar da amada carne.
Soterrado nesse buraco negro universal, tento olhar o meu eu interior mas estranhamente, tudo parece tal qual dantes como se olhasse em um espelho, sinto que a minha essência se revela expressa e externa para todos do lado de fora de mim mesmo, mas não se coisifica com consistência sólida, pelo contrário, se apresenta como uma cortina de fumaça que desaparece com a mesma frequência e intensidade em que é roubada pelos pensamentos angustiantes.
O grande antagonismo é que não me sinto preso, mas também livre não estou, não abandonei ninguém e por ninguém fui abandonado. Creio que o movimento de rotação e translação da terra tem o condão de mudar tudo o tempo todo e no embalo desses movimentos, corpos retornam ao pó e almas vão e vêem, se aperfeiçoam e se sintonizam com a dinâmica do melhoramento espiritual.
O grande antagonismo é que não me sinto preso, mas também livre não estou, não abandonei ninguém e por ninguém fui abandonado. Creio que o movimento de rotação e translação da terra tem o condão de mudar tudo o tempo todo e no embalo desses movimentos, corpos retornam ao pó e almas vão e vêem, se aperfeiçoam e se sintonizam com a dinâmica do melhoramento espiritual.
Neste sentido, cada um tem a sua agenda, o seu alvará de soltura, o ideal é que aproveitemos a gaiola material do corpo, feito sob medida para que cada um melhore tendo a si mesmo como referência depuratória, que aperfeiçoe e passe com louvor em todas as provas e se graduem grandes e iluminados promotores do amor incondicional, em qualquer plano existencial em que se encontre. 










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