O gênero humano traz por excelência o DNA social, é, por conseguinte, constituído por seres racionais e sociáveis que se esforçam para viverem em grupos numa relação de parcerias e amabilidades.
Claro que para povoar esse grande universo hoje substancialmente habitado, e sem querer me aprofundar na cognição epistemológica, obviamente que o cruzamento entre fêmeas e machos humanos primitivos se impôs, sem os quais não haveria a perpetuação da genial espécie que com o tempo nos tornamos.
Na medida em que os humanos se desenvolviam também as suas relações foram ficando geometricamente mais complexas até chegar ao antagonismo filosófico contemporâneo em que as parcerias ganharam formatações pluralizadas, diversas da origem onde a conexão dos opostos dominavam os costumes e firmava os paradigmas.
Em que pese toda a metamorfose, contorcionismo e transformações sociais, o fracionamento do todo em grupos menores nunca mudou e, hoje paradoxalmente o maior grupo em termos quantitativos também é o menor e mais importante, em que duas pessoas se unem formando pares.
Tais parcerias têm sofrido com o desgaste da convivência ininterrupta e da quase unicidade no par, como que numa relação siamesa, confundindo a identidade pessoal de um e de outro. Essa relação de imperativo categórico religioso em que ambos se fundem numa só pessoa, como se isso fosse saudável para o individuou e para a relação.
Hoje o fracasso das parcerias reside nesse modelo que sacrifica a identidade, vilipendia a liberdade e aprisiona o espírito.

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