Um dia comum se despedindo para ir brilhar do outro lado do mundo.
Uma noite qualquer chegando de mansinho e o seu lugar assumindo.
Igreja, campo santo e coqueiros compõem o cenário sombrio.
No cemitério a terra faminta se alimenta daquilo que mais aprecia.
A lua nova experimenta os primeiros passos e de perto vê o que a terra devora.
Treme, se desequilibra, apoia nos coqueiros e por sorte não chega ao chão.
Lá de cima bela e altaneira a lua canibal segue o seu destino.
Com grande volúpia alimenta as paixões e delas se alimenta.
Moral da história, paixões se não forem palatáveis sobre a terra, sob serão.



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