Licença Creative Commons
Textos de Adélito Barroso Faria está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://adelitobf.blogspot.com.br/.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Tudo muda, quando você muda

Quão boa pode ser a vida se não nos incomodarmos com os assuntos domésticos dos outros que não nos digam respeito. 
Quão engrandecedora poderá ser a vida, se a felicidade do outro também nos agradar genuína e espontaneamente.
Quão maravilhosa será a vida, se o sucesso alheio não representar incomodo para nós.
Quão gratificante poderá ser a vida, se o exercício da gratidão for moeda de grande circulação.
Quão harmoniosa deverá ser a vida se o nosso cartão de visitas for a gentileza e a candura. 
Quão felizes poderíamos ser, se o exercício da caridade fosse o norte a nos orientar.
Quão reveladora poderia ser a vida, se a prática cristã estabelecesse moradia em nosso ser.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fragrâncias do Coração

O leigo quando fala de coração não se posiciona como o cardiologista, este reporta aos espectros físicos de uma bomba com ventrículos, válvulas, veias e assemelhados, ou seja, um mecânico falando de mecânica, já aquele, esculpe uma maquete simbólica donde vive os sentimentos.
Neste sentido, como não sou cardiologista diria então que o coração é moradia das emoções, uma formação pouco compacta, nada densa, não tem chaves e muito menos portas ou qualquer barreira que limite o trânsito de entrada, saída ou permanência.
O dono desse emblemático espaço de convivência afetiva, via de regra, só o administra, é uma espécie de preposto desse soberano hipossuficiente, uma vez que dele somos representantes, contudo, moramos em outros corações alhures. 
Ninguém tem o coração totalmente preenchido e nem absolutamente vazio, há sempre espaço livre em qualquer coração, não só nos maternos como querem alguns, mas em todos.
Quem chega traz consigo dois frascos de aromas, um de boas e agradáveis fragrâncias e um outro de elementos mais cítricos, mesmo que saia, os recipientes permanecem ali, conectados ao celebro, e depositados na zona dos sentimentos, do lado esquerdo do peito, no fundo do coração para nunca mais sair.
Conforme o comportamento, conduta, atitude e gesto dos detentores destes respectivos recipientes, são eles acionados pelo celebro e liberam dosagens proporcionais do aroma em quantitativo correspondente as variáveis da conduta de cada um e assim se formam as relações sociais de amor, amizade, consideração, indiferença e ódio.
Algumas pessoas parecem ter os recipientes com defeito nas válvulas de controle de aspersão, enquanto nas pessoas mais iluminadas observa-se uma certa cavidade que da vasão as mais nobres fragrância com uma constante, sistemática e nada econômica libertação de fluidos, enquanto que no outro frasco desta mesma pessoa, se verifica um certo bloqueio no sistema de fluxo. Já com relação às pessoas malévolas o fenômeno ocorre  inversamente proporcional.
Explicado os extremos da bondade e da maldade, há um grupo de evolução espiritual intermediária, que, em maior ou menor escala, quando estimulados respondem liberando aromas de ambos os tubos na justa proporção dos respectivos estímulos, positivos e ou negativos, ora um, ora outro, conforme os recepcionam.
E você meu amigo, minha amiga, que cheiro mais exala? A fragrância dos anjos, ou a inhaca das feras? Mais do que o aroma que dispersas, podeis sinceramente me dizer, como tenho me comportado na qualidade de inquilino dessa sua moradia nobre, chamada coração?