Em Milho Verde, os colaboradores iniciam a jornada de trabalho mais cedo e obviamente também encerram os trabalhos mais cedo, às 16:00 horas já se foram. Para dar mais utilidade a este bom pedaço de dia que ainda me resta, tenho realizado corridas nas montanhas. Hoje foi o dia de vistar a Serra dos Santos, já que os Santos propriamente não visito pois sempre estão comigo. O batismo daquela serra foi muito apropriado, porquanto de uma clarividência extraordinária, os Santos lá estão, os espíritos iluminados, santificados, ali se agrupam em colônias. Para o convencimento dos mais céticos eles se materializaram e ali perfilam em formação rochosa, cristalizados, petrificados, protegidos pela intervenção divina e pelas leis dos homens. Portanto naquele ambiente, sabiamente não se tolera a intervenção humana, mas a minha inquietude e rebeldia jorrou forte como cachoeiras de Milho Verde depois do grande temporal, pois em um gesto singelo, porém atrevido, ingressei um sexto dedo à mão de Zeus, um quirodáctilos, adulterando a perfeição original, gestando uma falsa polidactilia, com isso, por alguns instantes a perfeição daquela obra de arte perdeu a harmonia e o equilíbrio divinos, o homem, particularmente este, pichador do monumento ainda tem um longo caminho de aprendizado e crescimento espiritual, para se habilitar merecedor e capaz possa vir a ser, imagem e semelhança de Deus...


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