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segunda-feira, 25 de maio de 2009

COTIDIANO

Todo dia um novo dia
Fim do dia a mesma coisa
Nunca nada é diferente
Numa vida constante tão e sempre igual
Ditando comportamento coerente
Pela frente pessoas do bem e do mal
Uma massa de gente das mais previsíveis
De insistente comportamento igual
Algumas fazem coisas incríveis
Outros anormais, tão desiguais.
Nesse ambiente não fico
Outro lugar não encontro
Assim é que espero um novo dia.
Que já amanheça diferente
Mais a mesma aurora de cada dia
Nos leva a idêntico fim do dia
O inexorável e mesmo sol se põe
Uma nova, porem igual a velha noite surge
Sobrevém as mesmas e monótonas horas
E de novo o velho e tradicional dia
Igual ao de ontem
Nada diferente do anterior
Do jeitinho do de amanhã

terça-feira, 12 de maio de 2009

A TERAPIA DO SORRISO

Não chore, não guarde, nem conserve rancor. ‘Nunca. Jamais’ alimente a tristeza. Se assim o fizer, ela crescerá e se alastrará, tomando conta do seu ser, te sufocará de toxinas, tornando irremediavelmente a sua vida amarga.

Lembre-se de que a vida se constitui de momentos agradáveis, mas também de adversidades. Esteja certo, absolutamente certo de que tudo passa tudo passará nada se eterniza, portanto alegrias e tristezas são passageiras, assim como as ondas do mar, elas vêm e vão, permanecendo maior tempo àquelas que melhor forem alimentadas.

Por isso dê as costas às tristezas e quem lhes as fornece, ocupe o seu tempo, nutrindo e preservando a sua felicidade, ela não está dentre e não integra a listagem dos elementos universais cogitados de extinção, sua alegria só depende de você, por que és tu o responsável pela alimentação e manutenção da própria alegria.

Sorria, o seu sorriso é um dos mais férteis alimentos da alma, ele transforma o ambiente, drena e purifica as energias vitais. Então não espere ser filmado, sorria agora, mesmo no anonimato, o seu sorriso tem o condão de melhorar o seu astral e de contagiar as pessoas ao seu lado, rsrsrsrsrsrs.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

EU ETERNO

EU ETERNO

A morte não deve ser o fim!
O exercício de vida, no dia-a-dia vivida,
Pode até sacrificar os movimentos do corpo
E a inércia ilude, mas longe do fim!
A terra se despe, se abre e se fecha
Agasalha, pobre matéria taciturna.
Decomposto é não composto.
Fertilizante, mais início menos fim.
Vida nova no jazigo do alto da Serra Casada.
Bela fogueira de gente, canela e candeia.
Solidão não há.
O vento sopra. Poeira do corpo, poesia da alma.
A cinza voa, nela eu.
A cascata no Pé-da-serra
Um pouco de mim recebe e canta.
Entoa sua harmoniosa melodia
Orquestrada no tilintar das pedras da queda d’água.
O campo ironicamente florido de “sempre-vivas”
Transforma-se num instrumento musical
Tocado pelo vento que sopra distribuindo o ilustre pó
Naquele belo, brilhante e branco lençol da viva flor.
O lajeado silencioso parece censurar o mato-tú-tú
Por naquele dia hospedar
Ruidosas cigarras e pássaros a bradar
As taquaras estalam, são aplausos fúnebres
Só o jequitibá frondoso chora no seu ranger de galhos.
O dia se entrega e é devorado pela noite.
Lá, bem no “alto” da serra!
Que belo, será isto o céu?
Milho Verde a reluzir no topo da montanha
Guarda muitas histórias, inclusive a minha.
Diamantina de longe pisca
Como que vaga-lumes a refletir nas múltiplas faces dos cristais
Serro, coitado, no buraco enterrado
Não me pode ver.
A lua. Que lua encantadora!!! hoje posso tocá-la
Nossa! É noite de luas gêmeas
Uma no céu e a outra no espelho d’água
É o misterioso poço escuro a esculpir o quadro do dia
Lua em cima lua em baixo, a serra no meio e eu labareda a crepitar
E dizer que é o fim. Como fim! É tudo começo.
O primeiro raio do astro rei brota na topo da colina.
É prenuncio de noite que se rende para dar lugar a novo dia.
Êpa! Não estou só?
Que susto!
Apenas um cão sem destino, lagartixas e calangos
Disputando o calor da pedra jazigo filosofal!!!


Uberlânida/MG
Adélito * Domingo – 01/06/03 # 16:25 horas