
Frutal, 31 de dezembro de 2008
Quero nesse momento externar a minha honra de pertencer a Polícia Militar de Minas Gerais, essa corporação maravilhosa que me concedeu o privilégio de poder conduzir uma vida dedicada a servir o meu semelhante. Nesse período de 30 anos, me esforcei para não decepcionar a família, a corporação, os meus colegas de trabalho e a comunidade como um todo. Tentei ser o escudo protetor de pessoas que sequer conhecia, procurei absolver as agressões e males a elas canalizados, foi esta a minha escolha, a propósito, característica muito própria da profissão Policial Militar, ser o escudo protetor da comunidade.
Quero nesse momento externar a minha honra de pertencer a Polícia Militar de Minas Gerais, essa corporação maravilhosa que me concedeu o privilégio de poder conduzir uma vida dedicada a servir o meu semelhante. Nesse período de 30 anos, me esforcei para não decepcionar a família, a corporação, os meus colegas de trabalho e a comunidade como um todo. Tentei ser o escudo protetor de pessoas que sequer conhecia, procurei absolver as agressões e males a elas canalizados, foi esta a minha escolha, a propósito, característica muito própria da profissão Policial Militar, ser o escudo protetor da comunidade.
Acertei muito, também errei na justa proporção humana, e que bom que errei, conheço pessoas que quase nunca erram, mas levam uma vida modorrenta. Sem se arriscar avançaram pouco no exercício de suas atividades profissionais e também encolhem no que tange a conquista dos seus objetivos dentro do próprio projeto de vida. Tenho sido iluminado inclusive nos erros, porquanto, se de um lado não têm provocado efeitos muito gravosos, por outro norte tem sido um fundamental e pródigo elemento pedagógico, foram, portanto, divinas inserções cognitivas na minha vida em que tive a oportunidade de aprender e a crescer, assim como outros atores sociais também a tiveram.
No ano de 2008, eu e os meus ilustres colegas de trabalho, hoje amigos, aos quais serei eternamente grato, conseguimos baixar vertiginosamente a criminalidade e a violência nos nove municípios que compõem a 4ª Cia PM Ind. Para que pudéssemos experimentar o doce sabor dessa vitória, os colegas militares tiveram que desdobrar, nada foi alcançado sem o esforço e sacrifício de todos e de cada um em particular. Precisávamos maximizar as ações policiais, potencializando a repressão qualificada e a prevenção ativa, e, isso não se faz sem o esforço e o empenho pessoal de cada companheiro bem como o comprometimento de todos, que, na rua deram maior visibilidade as ações e operações levadas a efeito nesse grande e exitoso projeto.
Por outro lado, em que pese a baixa da criminalidade, a maior presença e visibilidade de um policiamento mobilizado nas ruas, procedendo a abordagens e ocupando pontos estratégicos, não conseguimos avançar no sentimento das pessoas no que diz respeito a sensação de segurança e conseqüente redução do medo decorrente da violência, uma vez que ouvindo as pessoas nos seus comentários sobre criminalidade dá-se a impressão de que o crime aumentou, portanto os comentários são inversamente proporcionais a concretude dos fatos em que a baixa dos índices da criminalidade é fato consumado, real, visível e inquestionável. Este é um debate necessário a ser estabelecida entre o Sistema de Defesa Social, a imprensa e a comunidade destinatária dos nossos serviços.
Por fim e não menos importante, aproveito o momento oportuno e espaço privilegiado para mais uma vez agradecer aos profissionais que comigo laboraram durante este ano, aos parceiros do Sistema de Defesa Social, aos membros da imprensa, aos agentes políticos do executivo e do legislativo, assim como as suas competentes equipes de trabalho, aos clubes de serviço, também os nobres integrantes das Lojas Maçônicas, as entidades representativas de classes, as diversas associações, notadamente a ACASPO, aos colegas e amigos da OAB, aos integrantes do Corpo de Bombeiros, do Tiro de Guerra, agradeço ainda de forma muito especial aos integrantes da comunidade, destinatária final dos nossos serviços, que, com muita fidalguia aqui me acolheram.
Um forte e fraternal abraço, desejo a todos uma vida longa, próspera de felicidades saúde e sorte.
Adélito Barroso Faria, Maj PM
Comandante da 4ª Cia PM Ind
Comandante da 4ª Cia PM Ind





