Não se trata simplesmente de uma vida vegetativa.
Vegetal cresce próspera, lança galhos, espalha ramas e florece.
Trata-se de um corpo sem movimentos que padece, cuja única expressão facial é suor e dor.
Um espírito prisioneiro incapaz de se revelar pela inexistência de consciência.
Um velório contínuo de dias e dias, noites e noites de muita dor, angústia e amargor.
Uma massa que não pode ser enterrada, embora já apresente alguma rigidez cadavérica.
Sonho com uma missa, um culto, feitiço ou macumba que te levante e faça correr.
Frequentemente choro, nem precisaria ser por vós que amo, choraria por uma gaivota se nas mesmas condições de ti.

Textos de Adélito Barroso Faria está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://adelitobf.blogspot.com.br/.
domingo, 29 de novembro de 2020
A ESPERA
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