Já fui bebê e bem me lembro dos meus primeiros múrmuros .
Eu emitia sons aleatórios sem significado algum e os adultos de época respondiam gugu dada...
Nada compreendia, mas achava que fazer barulho agradava, eu os fazia e os adultos correspondiam.
Depois aprendi decodificar, codificar, filosofar e mais recentemente até poetizar.
Com o tempo colecionei títulos, especializações, virei mestre, doutor e até professor.
Hoje quem dá aula acha que fui mau instrutor e que nem sei bem me expressar, falo amado irmão, entendem prostituição.
A sorte é que as maluquices que hoje faço se chancelam e acobertam sob o manto de uma tal liberdade poética.
Só que é uma liberdade que também aprisiona, sonho um dia dizer que amo para quem de amor entenda e não caçoa, agride e vira contenda.
Daqui prá frente, quando não for poema cuja liberdade os erros absolvem, vou comunicar por emoji e assim ser compreendido.
Mal agradecido, ranzinza e murmurador, talvez seja isso que sou, talvez não, para quem me beija com amor...
Para que tanta complexidade e incompreensões, se no fim a terra come ou o fogo devorara???


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