É chuva que cai pra mais de uma semana, hoje mais intensa do que noutros dias, antes só uma garoa, agora a precipitação é mais forte, ainda assim chove da melhor maneira, da forma como o homem do campo gosta, ela cai de mansinho tal qual a semente de ipê, de modo que não estraga lavouras, não arranca telhas, não assusta os anciões. Por outro lado, germinam as sementes, não só as do ipê mas também todas as outras, inclusive as das esperanças de que as nascentes voltem a jorrar, de que o amor proibido se permita e aflore correspondido. Também as pragas se propagam, as ervas dos malucos sobem como leões no cio.
Esse inverno no verão de Milho Verde, nos arremete à reflexão de que, faça chuva ou faça sol, o mundo vai copular a fornicação é essência da lei natural, o tempo só muda a intensidade e a qualidade dos cruzamentos, nem sempre há enxerto, as relações contemporâneas costumam ser estéreis, por vezes consistem em só "relar" mesmo, isso sim assombra os anciões e seus métodos mais ortodoxos...


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