
TRAVESSIA
Era um, era outro
Um bebia muito, o outro também
As vezes um parava e o outro seguia
Do nada um retomava, o outro se abstinha
Hora sim hora não, bebiam as vezes não
Se revezavam como corrida de bastão
Quando um hibernava, outro temia
Por vezes era o outro quem mais enxugava
Um logo receava e vice versa
Hoje foi muito triste
Um que já há muito não mais bebia morreu
Desencarnou na ilusão de que fora primeiro, à frente do outro
O outro não sabia e não saberá, já estava morto
Só que ninguém o houvera achado ainda
Coube a mim o triste encontro
Que Deus receba e acolha os dois na paz de Cristo
Aqui jaz, dois vizinhos amigos que juntos fizeram a travessia
Era um, era outro
Um bebia muito, o outro também
As vezes um parava e o outro seguia
Do nada um retomava, o outro se abstinha
Hora sim hora não, bebiam as vezes não
Se revezavam como corrida de bastão
Quando um hibernava, outro temia
Por vezes era o outro quem mais enxugava
Um logo receava e vice versa
Hoje foi muito triste
Um que já há muito não mais bebia morreu
Desencarnou na ilusão de que fora primeiro, à frente do outro
O outro não sabia e não saberá, já estava morto
Só que ninguém o houvera achado ainda
Coube a mim o triste encontro
Que Deus receba e acolha os dois na paz de Cristo
Aqui jaz, dois vizinhos amigos que juntos fizeram a travessia
Milho Verde, 16 de abril de 2016. Adélito Barroso

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