
A dinâmica do mundo, impulsionada
pelos movimentos de rotação e translação da terra, tornam as coisas únicas e
paradoxalmente repetitivas e continuadas,
ainda ontem o coveiro rasgava caprichosamente o solo e como um artesão,
esculpia uma nova sepultura. Hoje, naquele ponto georreferenciado, à sete
palmos da superfície, mora um novo vizinho velho, quase que parede e meia
conosco. Todavia, aquele estranho ser, não chegou espontaneamente, a rigor, foi
para cá trazido
e acomodado dentro
daquela trincheira medieval, como se fosse um prisioneiro imobilizado no
interior de um caixote de madeira. Aí eu pergunto!
Onde estão os ativistas dos Direitos Humanos?
Que espécie de gente é essa que não se comovem diante desse ritual macabro?
Assim sendo, tal qual Pilatos, lavo as minhas mãos, desejando-lhe as boas
vindas, quanto ao seu espírito, os meus votos é de que vá na paz de Cristo e
continue firme na sua travessia, que a sua obra o tenha credenciado a entrar
com leveza, luz e harmonia nos estágios de ascensão espiritual.
Não sei se se deu conta daquele grupo ali ao
lado, bebendo e cantando no bar do Adir, saiba que estes irmãos não o fazem por
abuso, estão em outro nível de entendimento, digamos que viajam sem sair dos
arredores da mesa. Procure assimilar aquela musica como uma canção de ninar, assim
como fazia tua mãezinha quando viestes ao mundo.
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