Desceu elegantemente a escadaria da catedral,
estava sendo continuamente observada e nem se dava conta, aproximou-se
de um pedinte, abriu a bolsa, sacou uma nota, a mais novinha que tinha,
embora o chapéu de moedas estivesse no chão, fez questão
de entregá-la diretamente ao pobre coitado, abriu-lhe um largo sorriso,
desejou boa sorte e seguiu o seu caminho. Na esquina uma arma
apontava-lhe a face, entregou o celular a bolsa, os brincos e o relógio,
o andarilho incrédulo ouve um estampido perturbador de prenuncio fúnebre tal qual
tantos outros comuns naquela esquina, olha o corpo no chão, derrama uma
lágrima diante daquele mesmo sorriso, no dedo anelar da mão esquerda, a
moça tinha um anel de ouro vermelho de sangue... (Adélito 11/07/2013 -
19:25)

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