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Baseado no trabalho disponível em http://adelitobf.blogspot.com.br/.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA DO SERVIÇO PÚBLICO VERSOS OS ÓRGÃOS ESTATAIS POUCO EFETIVOS E NADA EFICAZES



O PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA DO SERVIÇO PÚBLICO VERSOS OS ÓRGÃOS ESTATAIS POUCO EFETIVOS E NADA EFICAZES

     Para fazer a digressão do enunciado acima, como força cognitiva utilizarei um fato concreto para ilustrar a “eficiência dos serviços públicos”, não sem antes mencionar a fonte original que alimenta todos as normas de menor hierarquia desta nação, cito portanto a lei maior, a Constituição Federal Brasileira que assim se dispõe no seu Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência...” (destaque por minha conta).
Sabemos que ainda existem brasileiros, cuja conduta e valores morais e éticos, os impulsionam ao cumprimento do dever, que respeitam e prestigiam as normas, que mesmo sabendo do destino nem sempre honroso dado aos recursos públicos, ainda assim os recolhe aos cofres tributários por obrigação normativa, consciência social e esperança continuada de que nunca será tarde e o instante pode ser a qualquer momento, até mesmo agora, em que a sociedade vá acordar desse sono psicotrópico para exigir, respeito e decência na conduta dos agentes públicos, individuais e ou corporativos.
Imaginemos que este cidadão tenha acatado o apelo da administração pública no sentido de pagar a integralidade do IPVA, referente ao exercício de 2013, no inicio do exercício financeiro e assim ter um discreto desconto. Foi justamente com este propósito, que se dirigiu ao banco, para tanto, atravessou a cidade sem o sucesso de conseguir desviar de todos os buracos existentes na pista de rolamento, são muitos buracos e algumas crateras, não há habilitados e ou peritos, azes do volante que consigam essa façanha e promovam uma condução totalmente limpa e lisa.
Obrigação cumprida de forma antecipada, pagamento realizado, tudo certo, retorna ao lar praticando “direção desviante”, fato este que o faz ter a primeira sensação cética de que a eficiência do serviço público carece de reparos. “Encafifado” com a desobediência pública à Constituição Federal, passa a aguardar o documento em casa, a final de contas, deveria chegar através de um serviço público perpetrado por uma empresa pública, regida pelo princípio da eficiência, isto é, os correios, todavia, este, sob alegação de não ter encontrado moradores no endereço cadastrado no Detran, recolheu o documento de IPVA, sabe se lá para onde.
O endereço cadastrado no órgão público estava e continua correto, entretanto grifado no site como fator de impedimento, a família ali residente é constituída por quatro pessoas, que, pelo fato de serem produtivas permanecem na lida quando dos horários comerciais convencionais, entretanto, a partir das 18:00 horas pelo menos dois dos moradores lá podem ser encontrados. Ora, esta é a realidade contemporânea, acredito que boa parte dos brasileiros não ficam em suas casas nos horários diurnos, porquanto estão na labuta diária trabalhando, até porque metade dos seus esforços e ganhos vão para o Estado através do pagamento de tributos.  Presumo que a boa dinâmica do principio da eficiência recomendaria que as correspondências cuja assinatura  do destinatário seja obrigatória, frustrada a primeira tentativa de entrega no horário comercial, deveriam ser entregues em turnos, noturnos até às 22:00 horas.
Cidadão consciente e preocupado, se o documento não chega, ele não se acomoda, assim acessou o site do Detran e lá encontrou a seguinte orientação: "RLV DEVOLVIDO PELO CORREIO - DISPONIVEL PARA ENTREGA AO PROPRIETARIO NO POSTO UAI - AV. JOAO NAVES DE AVILA, 317 - CENTRO - UBERLANDIA".
Em meados do mês de março se dirigiu ao balcão da Unidade de Atendimento Integrado UAI – Uberlândia-MG, órgão da administração pública direta, vitrine do Marketing da eficiência dos serviços públicos e mesmo havendo mostrado o extrato do Detran recomendando para procurar a UAI, ainda assim foi orientado a deslocar até a unidade dos correios localizado na Av Getúlio Vargas pois o documento não estaria na UAI e sim no correio, chegando na citada agencia dos correios, foi orientado a voltar a UAI pois o documento estaria mesmo neste e não mais na tutela daqueles.
Quarenta dias depois, isto é em data de 24/04/2013 se aporta novamente na  Unidade de Atendimento Integrado UAI – Uberlândia-MG e mais uma vez a mesma conversa dantes, pede então para falar com alguém responsável por aquela Unidade, em princípio recebe a informação de que não poderia ser atendido, depois de muita insistência e até de informar que registraria uma ocorrência do fato para se acautelar em eventuais fiscalizações de trânsito. A partir dai foi informado que não poderia ser recebido mesmo pela chefia mas que deixasse o telefone pois receberia em breve uma ligação dando conta do ocorrido com o seu IPVA.
Até o momento a ligação não ocorreu, o que contamina de forma gravíssima  o instituto Constitucional da eficiência do serviço público o colocando convalescente e totalmente em xeque perante aos usuários. Pois bem, como diria o poeta, Roberto Carlos, ... Bicho, cara, meu amigo Erasmo, só que desta vez quis o destino que “esse cara fosse eu”, amanhã pode ser o Zé, o Pedro, Paulo, Washington, Lincon, Tiêta, Bethania, Márcia e tudo indica que pode chegar até você amigo que me lê nesse momento...
Portanto solicito que me ajudem e que se ajudem replicando esse manifesto no seu ciclo de amizades sejam elas virtuais ou não.

Adélito Barroso Faria, um brasileiro.
Boa noite.
Se puder replique esse manifesto para todos os seus contatos, assim estará fazendo um bem para todos nós brasileiros vilipendiados nos seus direitos.

desreipetados.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

PURO TERRORISMO.



UM DIA NO DENTISTA

                Dias atrás li uma crônica do meu desconhecido amigo João Neto, cunhado de Christiano e irmão de Isis, visite-o (http://centraldeideias1.blogspot.com.br/) em que abordava suas experiências quando das suas idas à consultórios médicos, foi ai que lembrei da ultima intervenção na minha arcada dentária que ocorreu mais ou menos assim:
                Cheguei na recepção da Clinica, me apresentei adiantando a intenção de promover uma assepsia nos dentes, fui encaminhado para o interior da "sala de torturas" onde me assentei numa daquelas cadeiras que te imobiliza sem permitir alternativas para uma eventual rota de fuga, ladeada por braços que te abraçam, postada à frete, minha algoz com aquela indumentária ufologista, munida com toda sorte de material estranho mas de aplicação óbvia, naquele momento, a única e última esperança era ser abduzido ou quem sabe resgatado por uma força tarefa altamente especializada, criada pela ABFA "associação dos banguelas felizes e assumidos".
                Nunca gostei da tal anamnese, parece que só te entrevistam para ter a certeza de que quando da execução da tarefa vão te "sacanear". Veja no meu caso por exemplo em que queria uma simples limpeza nos dentes, mais a profissional responsável pelo trabalho, contrariou aquela máxima de que o cliente sempre tem razão, se preocupando justamente com o que não lhe encomendei. Concentrou as suas atenções numa falha dentária que tenho a anos e que com ela convivo muito bem obrigado, aquela falha parecia mesmo ser o seu objeto de desejo e quem ali se dirigiu para uma simples e despretensiosa limpeza, agora discutia o nada, o espaço vazio, o buraco negro da boca. Inexplicavelmente, sai do local com data e hora marcada para realizar um dito procedimento simples de implante dentário.
                Na data agendada, lá estava eu com cara de "sem vergonha" de curta memória "estatuado" naquela infausta e agourenta cadeira, enfrentando o ritual macabro, agora para implantar um dente e com isso ganhar um sorriso mais vistoso, ou seja, para resgatar o sorriso de alguém cujo trauma que sofreria pela inoportuna operação, guardava boas chances de cessar qualquer possibilidade de voltar a sorrir um dia. O cenário era surreal de futuro incerto, em que os derradeiros dias de vida, se viesse a correr, o que só se admite na remota hipótese de conseguir escapar daquela legitimada tentativa de homicídio, seriam amargos, sem sorrisos e, por conseguinte, sem exposição dentaria.
                A "lunática" se apresentou com aquele olhar estranho por de traz de um óculos inspirado nos modelos herdados dos mal fadados laboratórios nazistas, emergidos dos porões dos campos de concentração. A ariana do primeiro reich, vestia a rigor e para se sintonizar ainda mais o perfil de caça aos fantasmas, portava uma seringa cuja extremidade ostentava uma agulha de grosso calibre que lhe credenciava a engolir uma bala de canhão, fosse o liquido anestésico um néctar de flor do serrado, poderia perfeitamente ser acessado via orifício da agulha que acomodava com folga o fino bico de um colibri.
                Apavorado, fiz a óbvia e absolutamente desnecessária pergunta que só se faz mesmo por desencargo de consciência e a não menos óbvia resposta veio a galope, cavalgando numa generosa porção de sadismo. "- Não, não vai doer nada, é por isso que vou aplicar anestesia, não vê? Sim SENHORA Dra. maiss... e ela com a sutileza de um paquiderme, assumiu irresoluta o comando da situação, confiscou o meu Direito Constitucional de opinar e até mesmo de verbalizar, "coisificou-me", abriu a boca alheia como se abre um cadáver na fria mesa de necropsia e passou a aplicar sucessivas, ininterruptas e insuportáveis agulhadas como se estivesse tricotando uma colcha de rendas.
                O seu ritmo me fez lembrar a infância no agreste mineiro, quando na mais tenra idade, no Distrito de Milho Verde, Vale do Jequitinhonha, ficava horas a fio observando as mãos hábeis de minha estimada avó, na beira do fogão de lenha a tecer forro de mesa com lã de carneiro e assim sustentar a família. Que Deus a tenha em distinto lugar, em vida foi a reserva antecipada que fez com a sua conduta virtuosa. Em fração de segundos, a agulha obscenamente entrava e saia naquela manta que se formava e crescia numa rapidez extraordinária, assim também parecia ocorrer no tecido gengival.
                Percebendo a minha ansiedade e desconforto, a "laborativa profissional" soltou uma perola, a verdadeira fina flor do cinismo: - E ai como esta se sentindo? Tudo bem? Não está com dor não é? O derradeiro suspiro de humor que ainda restava, habilitava-me a cômica resposta de que não estava "tintindo" nada, mas não havia espaço para brincadeiras e muito menos para piadinhas, não tinha autoridade sobre os movimentos labiais, nem coordenação motora eu tinha, era um mudo de boa audição, fato este que agravava ainda mais a situação desfavorável.
                Ah! Como sonhei com a tradicional dobradinha, surdo/mudo, não queria ouvir aquela furadeira elétrica, de mesma sonoridade e eficiência das utilizadas na construção civil para romper concreto, só que esta penetrava massa óssea humana formada com leite materno. Tudo era desolador, apavorante e brutal, eu transpirava tal qual cavalo de raça no final da corrida, a taquicardia parecia sintonizar o coração no mesmo ritmo da furadeira, os olhos fechados e contraídos com tanta força que pareciam temer serem os próximos a sofrerem o ataque que ocorria no andar de baixo com a sua vizinha. Em derradeiro ato de bravura e extrema coragem os abri, melhor não tê-lo feito, quase fui a nocaute, aqueles óculos bem a frente, precisavam de um limpador, tipo aqueles de para-brisa de automóvel, estava todo chamuscado de pontinhos brancos e vermelhos vindos da cavidade bucal, que como uma erupção vulcânica expelia uma cortina de fagulhas de osso e sangue, era uma fonte luminosa sem romantismo e sem poesia. A estas alturas o melhor era ser mudo, suro e cego também.
                Duas horas depois nada do sonhado resgate nem da improvável abdução, a incauta se desfez do instrumento primata e pegou uma chave-catraca, passando a apertar um parafuso no osso da mandíbula e o fazia com tanta força que parecia querer deslocar o pescoço como se fosse provocar um giro de 360°, como fazem as corujas. O torcicolo, já me acompanhava fazia tempo, a bexiga no ponto de estourar, cólicas insistentes etc. etc. Contudo, nessas condições o senso de sobrevivência é tão forte que você estranhamente se mostra seletivo e se conduz por prioridades, naquele instante nenhuma de todas as outras dores do resto do corpo que não estava sob efeito de anestesia sobrepunha a tensão e desconforto daquele momento. Nestas circunstâncias qualquer um poderia parir filhos gêmeos sem desviar do ponto principal e da angustia maior.
                Como nada é tão trágico que não possa piorar, o parafuso emperrou e não rompia nem pra frente e nem voltava para o ponto de onde nunca deveria ter saído, foi ai que a genial nazista disse: - "Você tem que me ajudar, precisa abrir a boca ainda mais", pensei comigo... Como?  Se sequer consigo fechá-la, pois o parafuso funcionava como uma alavanca, escorando e mantendo a posição da boca em um ponto tão extremo de abertura cuja passagem daquele limite representaria o rasgamento do tecido. Para completar, já sem honra e dignidade, de vez que havia perdido totalmente o império da autonomia da vontade e do querer, veio a sentença da “douta” ao recomendar que sua auxiliar pegasse um tal esticador, pensei cá comigo, a matéria-prima tá pronta, que "cagada", fazer o 1 e o 2 ali seria o fundo do poço, pensei mais uma vez, será?
                Resisti e munido da última reserva moral que ainda restava, mas que se esvaia como espermatozoides na corrida pela fecundação, peguei a caneta no bolso da camisa e em um guardanapo totalmente embolado nas mãos, entregue no inicio da seção, sei lá para que finalidade, provavelmente só para ser amassado mesmo, de sorte que o paciente se mantenha literalmente paciente e não esmague..., deixa prá lá. Só sei que escrevi: "Quero ir embora agora, desisto do tratamento, não posso te ajudar em nada, alias desde o inicio já não podia fazê-lo. Dê uma anestesia geral, sacrifica-me, vai encontrar um revolver bem ai na cintura, ou então utilize uma morsa, um macaco hidráulico, chame o bombeiro, o GATE, quem quer que seja, mas por favor não me peça ajuda e me tire daqui".