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sábado, 20 de agosto de 2016

O TEMPO E O CONTEXTO DAS COISAS

O novo não bateu em retirada mas é o velho que esta em alta

O jovem jamais editará a moda retrô, ela pertence ao velho
Bem ali ao lado da nova capela do rosário, réplica da igreja antiga
Pessoas com algum avanço no tempo, expõem os seus carros de anos Antão
São automóveis cuja ecleticidade expõem as vísceras do improvável
Alguns surgiram antes mesmo do invento das estradas largas
Eles e suas travessuras rasgaram as primeiras travessias
A maioria foi lancada quando ainda não havia motéis
A própria inexistência dessas casas, revela a sua versatilidade
São relíquias de valor sentimental, que recebem tratamento especial
Descartada será a hospedaria que tão somente o dono acolher 
Na garagem, o novo vai pra rua e o ancião tem vaga preferencial
Quão bonito é a diversidade de gosto e a pluralidade dos homens...

A ESPERA DA LUA CHEIA

Hoje vou esperar pela lua como um apaixonado espera por sua amada, é noite de lua cheia, sua presença é inexorável, ela nunca falta a um encontro, hoje em especial virá toda produzida, abusada sem ser vulgar, entrará no meu quarto, sem cerimônias e o fará pela porta dos fundos, aquela mais discreta da sacada da pousada. Me encontrará com o coração palpitante, tomando um bom vinho e com a máquina fotográfica na mão, registrarei tudo, depois, ah depois público aqui, embora sejamos confidentes, não temos segredos...
Como podem ver a lua não estava muito espetaculosa para grandes apresentações, não desfilou moda praia, nada de lingerie, preferiu um insinuante porém comportado look da aridez asiática, uma despojada burca paquistanesa, mesmo assim se manteve poderosa e elegante.