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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SER e ESTAR

 Ser e Estar

 O homem nasce e vai vivendo
Vai vivendo e vai morrendo
Assim ele faz,
Faz do jeito que é
O homem cresce e decresce
Edifica  construindo
Devasta aniquilando
Constrói o que destrói
Destrói o que constrói
Oh! ser mais ambíguo
Como te compreender
Se não se se compreende
O homem nasce aprendendo
Aprende esquecendo
Lembra sem querer
Esquece sem saber
Então esquece e lembra
Lembra, e sem ciência, esquece
Depois simplesmente esquece.
Vida sábia, vida besta
Sentimentos sem sentidos
Virtuosa razão mais insana
Onde o equilíbrio se sustenta
Na intangível força da mente
No vazio universal do pensamento
No dogma da vida eterna
Em que nascer ou morrer
São irrelevantes
Porquanto, independente do contexto
O homem é e está...
 Uberlândia, 22/08/2013 (Adélito)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

ADEGA CASA DO JOÃO DE BARRO


Com relação a origem do vinho e suas adegas há uma enormidade de especulações, entretanto não se sabe ao certo como e onde ela se deu. Como não existe consenso e parece que todos se sentem livres para teorizar a respeito do tema, vou defender a minha tese de que Eva não obtendo os resultados intensos e explosivos que gostaria quando da oferta de uma maça para o seu companheiro Adão, em que, após o consuma da fruta, a única espécime humana masculina existente no universo se manteve calma e serena sem mostrar nenhum interesse carnal por ela e olha que o único traje que usava era uma simples folha, dizem que de figueira, mas não há evidencias, bem que poderia ser de pé de uva, acredito que o seja, mas isso não importa, o que importa é que a folha se manteve imóvel cobrindo-lhe as partes até então inoperantes.
Diante da falta de estímulos mais calhentes alcançados pelo compulsivo comedor de maçã, dirigiu-se Eva ao guarda-roupas, isto é, à parreira mais próxima, colheu e armazenou uvas em uma cabaça, quarenta dias depois serviu aquele líquido vermelho ao companheiro Adão. Diz a lenda que a partir dessa data Eva e Adão deram efetividade ao Divino projeto de povoar a terra.
O ilustre leitor pode se filiar a outras teorias, de que a origem do vinho tenha ocorrido com Noé, ou com o Rei Persa, Jamshid, ou até mesmo aquele monge maluco no seu exercício de alquimia, acho mais lógica e prudente estas teorias, mas defendo a minha, gosto dela. Em que pese todas as especulação que gravitam o tema é inegável que ninguém sistematizou melhor a presença do vinho do que os Gregos, a relação dos gregos com os vinhos pode ser avaliada pelos "Simpósios", cujo significado literal é "bebendo junto".
Os gregos tiveram o cuidado de sugerir o consumo com moderação, no que foram copiados pelo Ministério da Saúde, porquanto os escritos atribuídos a Eubulus por volta de 375 a.C. Assim se dispõe: "Eu preparo três taças para o moderado: uma para a saúde, que ele sorverá primeiro, a segunda para o amor e o prazer e a terceira para o sono. Quando essa taça acabou, os convidados sábios vão para casa. A quarta taça é a menos demorada, mas é a da violência; a quinta é a do tumulto, a sexta da orgia, a sétima a do olho roxo, a oitava é a do policial, a nona da ranzinzice e a décima a da loucura e da quebradeira dos móveis."
Em obediência à minha disciplina Greco-Ocidental, confesso que me limito às três primeiras taças, nunca cheguei a tomar a do Policial, embora o seja, por isso a minha adega batizada de “DD - (Dionísios Drinks)” é modesta, com capacidade para 12 garrafas, o suficiente para um a dois “Simpósios”.

Sidney do Cerrado - Pensa