Ser e Estar
O homem nasce e vai vivendo
Vai vivendo e vai morrendo
Assim ele faz,
Faz do jeito que é
O homem cresce e decresce
Edifica construindo
Devasta aniquilando
Constrói o que destrói
Destrói o que constrói
Oh! ser mais ambíguo
Como te compreender
Se não se se compreende
O homem nasce aprendendo
Aprende esquecendo
Lembra sem querer
Esquece sem saber
Então esquece e lembra
Lembra, e sem ciência, esquece
Depois simplesmente esquece.
Vida sábia, vida besta
Sentimentos sem sentidos
Virtuosa razão mais insana
Onde o equilíbrio se sustenta
Na intangível força da mente
No vazio universal do pensamento
No dogma da vida eterna
Em que nascer ou morrer
São irrelevantes
Porquanto, independente do contexto
O homem é e está...
Uberlândia, 22/08/2013 (Adélito)

